quinta-feira, 13 de maio de 2010

Sobre a Didá

Inicialmente, Neguinho do Samba era mestre da banda Olodum e mantinha um grupo paralelo chamado de Mãe Maria Mulher Olodum, esse projeto pretendia ser um grupo percussivo formado apenas por mulheres. Ao meio de dificuldades em obter instrumentos e espaço para a inserção o projeto foi adiando.


A Didá foi fundada em 1993, é uma associação cultural que atua promovendo gratuitamente atividades educativas com base na arte e nas manifestações populares criadas por africanos e descendentes. “Os dias foram passando e as meninas forma trazendo suas irmãs e amigas. Vieram mulheres de outras comunidades que ficaram sabendo do movimento aqui. Tivemos certo preconceito com o próprio pessoal da comunidade, assim, pessoas vindo de outros lugares pra tocar aqui”, conta Vivian Caroline, líder da banda.


O principal objetivo da Didá é a educação de mulheres e crianças através da arte. Os cursos são distribuídos entre os dias da semana, entre eles cinco projetos educacionais: família mocambo Didá, curso de estética e beleza afro brasileira, bloco afro carnavalesco, loja de artigos Didá, projeto Sòdomo, centro de aprimoramento feminino Didá Banda Feminina.


Os projetos visam o estímulo a manifestações coletivas, ao trabalho em conjunto e a consciência da vivência comunitária respeitando as semelhanças e as diferenças. "A Didá faz semanalmente ensaios na Praça Tereza Batista, Pelourinho. Nestes ensaios e em outros eventos agente acaba adquirindo recursos financeiro para participar ativamente do sustento de sua família, custeando seu desenvolvimento intelectual ou familiar como mulheres e cidadãs", conta Vivian Caroline.


A Didá hoje se apresenta no Brasil e em outros países, sendo referência de qualidade musical. O grupo simboliza para a história da Bahia, um novo capítulo para mulheres afro descentes que só dessa forma tiveram acesso a sua história, e consciência do seu poder de luta e transformação.

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